quinta-feira, 3 de março de 2011

Pequena incursão no uso da linguagem

A construção do sentido na escrita é inicialmente formada por símbolos e sentidos. Eles exibem uma forma de construção que tem sua história e possuem funções. Em todo o caso, os simbolos são designadores de sentido para as orações. Forma-se o texto e sua simbologia sempre dependendo de um contexto que é sempre designado na escrita por palavras, frases, pontuações, onomatopeias, etc. O presente artigo procura mostrar de forma histórico-conceitual como é construído esse sentido principalmente no que refere à essa construção.

Penso que o a escrita deve ser uma representação que nos permita comunicação documental. Ou, antes, uma comunicação não presencial. É fato que fala exige uma certar presentificação¹. Então, para poder se comunicar em estado de ausência é necessário um meio alternativo para que isso ocorra. Os meios de notificação, chamemos assim, começaram pictoricamente. Isto é, através de pinturas e marcações em pedra e outros objetos onde algo pudesse ser grafado, os que chegaram até nós são encontradas em cavernas, daí a alcunha de “homens das cavernas” aos seres humanos pré-históricos.

Há aproximadamente dois mil e oitocentos anos na Indo-Europa, povos criaram o registro de linguagem como hoje se conhece no ocidente, o alfabeto com base fonética. Outras formas de notação já existiam em formas bem sofisticadas, desde de ideogramas até alfabetos não-fonéticos. Todavia, a forma que predominou para os europeus e os que receberam sua herança foi o alfabeto latino, diretamente derivado do grego, salvo pequenas alterações. Algumas sofisticações conhecidas da linguagem são o que conhecemos por pontuação. Foram criados pontos que facilitassem entonações e pausas para que a linguagem escrita se aproximasse da forma falada em suas nuanças. Então, temos como objeto de aproximação entre fala e escrita objetos que constroem sentidos sem, em si, significar algo exatamente que não uma entonação. Os sinais de pontuação são apontadores de sentido, ou as placas de trânsito de uma linguagem escrita.

Chegamos, então, ao ponto (final?) que queríamos. Ao ponto de exclamação. Esse ponto que, por muitos, discriminado, constrói uma entonação muito especial da sentença, as alterações bruscas. Digo, enquanto uma interrogação é construída de modo a suscitar uma dúvida ou, em casos mais raros, construir uma ironia, o ponto de exclamação se difere pela postura alterada que atribui à frase. Um grito, uma onomatopeia, qualquer praguejamento e, o mais importante, os xingamentos que precedem esse tão aclamado ponto. Não me vejo mandar alguém à merda ou a qualquer outro lugar por onde ela saia (“cu” é o nome usado normalmente) sem usar a santa Exclamação. Agora leitores me digam que Gilberto Freyre estava certo ao afirmar que era um “inimigo fidagal do ponto de exclamação”. Como gritar de forma enfática “ISSO É UM ABSURDO!” sem a placa de trânsito que manda justamente botar o pé no acelerador e ir com tudo contra o carro da frente. Me sinto incapaz de pensar em tal desfaçatez!

¹presentificar explicita um “estar presente” para a comunicação seja efetuada, então, qualquer forma de meio de comunicação que se efetue por voz caracteriza uma presença entre interlocutores.

4 comentários:

M.A.S.S. disse...

Uns 9,0...
Não 9,5 pra te sacanear.
Não 10,0 por que nem pra mim dou nota máxima.
RÁ!

PS.:Realmente não imagino o Cú sem exclamação.

Marielle Sant'Ana disse...

"comunicar em estado de ausência"... Olha, Chi, o msn está lhe afetando o cérebro com o estado "ausente" da questão... rs

waleska disse...

adorei o taggeamento dessa vez. =]
O último paragrafo tbm. =D
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
e baby, eu tenho telefone.uiiiiii...
REi de Sião! voce precisa mesmo comprar o tal chip...FATO.

wigvan disse...

Só para registrar meus ciúmes da Waleska.