Muito prazer. Chiyoko Gonçalves seu criado. Fala-se “tiioco”. “Diogo” não, “tioco”, pode comer um “i”. Isso! Aprendeu até rápido. É um nome diferente... nem um pouco comum. Achou bonito? Também acho, mamãe tem bom gosto. De onde o nome veio? Ah, tenho algumas situações possíveis para explicá-lo, todas elas perfeitamente plausíveis, ou nem tanto. Sei lá! Vou explicar as legais primeiro, depois eu explico a de verdade, tá bom?
Bem, a hipótese número um do surgimento do meu nome é a seguinte: minha mãe sofreu uma gravidez muito difícil, sabe? Aí ela pediu à Nossa Senhora do Bom Parto que me fizesse nascer e sobreviver ao parto e se eu vivesse por um ano ela me colocaria esse nome. Vivi um ano sem um nome. Tipo Macabéa, sabe? É, anda sabendo. Então, lá da terra da onde a gente vem promessa pra santo é sagrada e é dívida. Sobrevivi por um ano, aí minha mãe deu esse nome pra mim.
Essa é meio sem graça, né? Ah! Relaxa, tem outras. Não quer escutar? Deixa eu contar, vai? Deixa, deixa. Éééé, sabia que você ia deixar, você sempre teve cara de legal. A outra versão desse nome é a de que quando nasci o médico me retirou da barriga da minha mãe depois de quase quinze horas de parto (tem sempre que ser muito difícil senão não tem valor o parto, nada de cesarianas) e quando me tirou ele estranhou. Olhou pra mim meio assustado e perguntou “que criatura será essa?”. Não contei que além de médico ele era arcano em criaturas mágicas e pegou um de seus livros milenares e começou a pesquisar que tipo de criatura era aquela que tinha acabado de sair da barriga de minha mãe. Se perguntava que diabos era aquilo. Passou por vários tipos de criatura que se podia imaginar. “Será o que isso? Não lembro dessa criatura mágica. Será um hobbit? Não. Será um elfo? Também não, elfos são bonitos. Será um orc? Não é um orc. Parece um troll, é até muito parecido mas não é um também. O que será? Ah! Achei! É um chiyoko! Criatura incomum essa.” Aí o médico contou pra minha mãe de que tipo de criatura se tratava. E para não esquecer o que eu era ela me botou o nome dos da minha raça mesmo. Aí fiquei com esse nome.
Esta é melhor, né? Quer escutar a outra? Que não é tão legal quanto a última, mas é a mais pura verdade. Foi meu tio quem me registrou, sabe? Aí, dizendo ele, que quando chegou lá o tabelião perguntou como me chamaria. Querendo brincar com ele meu tio deu esse nome achando que ia ser negado pelo tabelião que teria bom senso. Pois é, o tabelião não tinha bom senso e registrou o nome. Aí ficou Chiyoko.
Se é sério? Claro que não. A história de verdade é sem graça e não vale nem poucas palavras. Tá eu conto, mas estou falando que é sem graça. É assim, minha mãe dizia que eu ia chamar outro nome lá que não lembro qual é. Aí ela disse que indo uma vez numa frutaria que ela frequentava e tinha um menininho muito bonitinho e inteligente de uns cinco anos de idade que sempre que ela ia lá o menino chamava ela pelo nome e pegava uma fruta bonita e dava pra ela. Minha mãe perguntou qual era o nome do moleque. Aí a dona da frutaria disse. Minha mãe decorou e pediu que anotasse. Todo o resto é óbvio. Não falei que era sem graça? Ah! Pára! Falar que gostou da de verdade é sacanagem, eu sei que não gostou. Tá, se você diz... Enfim, não sei seu nome qual é mesmo? Ah, Legal ele. Acho muito bonito. Vem cá, me dá seu número, pois tenho que ir. Obrigado, esse aqui é o meu. Tchau.
5 comentários:
Gostei mais da justificativa da criatura Chiyokiana, mas a versão verdadeira é bem....FOFA o.o' que tal ser um menininho bonzinho tb?! u.u
Meninos bonzinhos não arrumam namoradas, nem os legais, nem criaturas chiyokianas. Putz! Parece que até nerds tão melhores que eu. Vou ali cortar uma femural...
O meu é estranho, com explicações mais estranhas, huauhahua.
Todos estamos infectados com as tags divertidas D:
Myccael, o melhor são os trocadilhos que fazem com o nome. Não falta criatividade nessas horas...
Esse tipo de tag é tão legal, sou grato ao povo do Capinaremos.
Gostei, Chi! Oooops, revelei seu apelido íntimo... huahuahauhauahua
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