sábado, 26 de fevereiro de 2011

Do Tédio à Aniquilação Total!

“Ao vencedor as batatas!”

Machado de Assis

Há alguns meses escrevi sobre deus e o Tédio. Sendo este a entidade de maior poder em todos os universos possíveis. Hoje retorno ao tema, pois o tédio sempre surpreende. Uma epifania aconteceu, em um vislumbre vi a origem da entidade chamada “guerra” que nada mais é do que uma das várias manifestações do tédio.

Há algumas dezenas de milhares de anos alguns aldeões em uma pequena comunidade agrária, desenvolvida o suficiente para forjar instrumentos de metal, havia tido uma colheita excelente. Todos muito felizes com aquilo, naturalmente. Fizeram festas até cansar, se embriagaram no vinho e ainda assim, não conseguiram consumir sua colheita. Rapidamente se expandiram e fizeram comércio. Em breve a maioria dos aldeões se tornaram tão ricos que não precisavam fazer muito mais. Ficavam em casa pensando e desenvolvendo artes. Mas, aquilo não os satisfazia. “Deus! como tudo é entediante”, pensavam.

Certo dia durante uma reunião de amigos para a tentativa de cura do Tédio absoluto um deles teve um genial ideia.

“Ei! Por que não fazemos algo que ninguém nunca fez antes?”

“O que?”, outro perguntou.

“Ah! Vamos começar algo que chamaremos de ‘guerra’.”

“Nunca ouvi falar”, outro replicou.

“Vou explicar. É assim, treinamos e preparamos um grupo de guerreiros para invadir alguma cidade vizinha e tomarmos seus bens. Claro que alguém vai achar isso ruim e vai fazer o que chamo de ‘retaliação’”.

“Mas, essa tal de retaliação não pode vir a ser ruim para nós?”, alguém indagou.

“Claro que pode, mas ai está a graça. Estaremos nos preparando o tempo todo. Eles vem, nos defendemos e atacamos de novo. Vai ficar num ciclo que não vai ter mais fim.”

“E se cansarmos disso?”, indagou outro.

“Já pensei nisto também. Aí proporemos algo que chamo ‘paz’, que é parar com a guerra. Com isso, ou eles aceitam ou faremos algo que chamo ‘aniquilação total’. Invadiremos sua cidade e mataremos todos os seus habitantes.”

“Amigo, você é cruel! Mas, gostei!”, foi quase o que todos falaram.

“Então, por onde começamos?” pergunta um deles.

“Ah! Estive pensando em tomar aquele campo de batatas de nossos vizinhos. Que tal?”

“É um bom começo”, disseram.

“Então, ao vencedor as batatas!”


NOTA: SEM TAGS DESSA VEZ POIS O BLOGGER FODEU COM MEU TAGGEAMENTO, PENSANDO EM MIGRAR PARA O WORDPRESS. ¬¬

7 comentários:

Adriano disse...

Tem sentido, uma versão bem lúdica da origem da guerra, Sun Tzu já dizia: "Perdeu prayboy".

Chiyoko Gonçalves disse...

Como já dizia Maquiavel: "foi passear perdeu lugar".

Lucas disse...

Da batata ao ouro, do ouro as terras, das terras a honra, da honra a cultura, da cultura a humanidade,da humanidade a existencia. O que mudou de lá pra cá foram só os objetivos, porém os metódos e a ética da guerra sempre foram as mesmas. ^^

waleska disse...

trela!adoro os posts!e nem imagina minha alegria de ver q o conteudo do post era sobre guerra tedio e etc...=]kkkkkkkkk

Marielle Sant'Ana disse...

A guerra é tediosa, principalmente, quando vc perde um capítulo do Dragon Ball Z por causa de umas torres gêmeas...

Os japoneses amam os americanos por isso? Os brasileiros que assistiam ao anime odiaram!!!

Chiyoko Gonçalves disse...

A guerra é legal, Marielle. Nada tão divertido de acompanhar. Eu estudava de manhã. E durante os ataques as torres Dragon Ball ainda passava a tarde, eu lembro.

wigvan disse...

Nossa, que inteligente é esse Lucas!