Hoje, dia 1 de janeiro de 2011, a data da posse de nossa nova presidente. Não estou escrevendo uma postagem falando das vantagens de ela ter ganhado, estou escrevendo para todos aqueles que consideram uma grande conquista uma mulher ter ganhado uma eleição para presidente.
Engraçado como todas as redes de televisão hoje, por ser uma mulher a governar, estão veiculando “entrevistas” com pessoas nas ruas sobre o quão importante é uma mulher governar o país. Entretanto, todos os entrevistados pertencem ao sexo feminino. E, não há surpresa, de que todas elas acham uma grande conquista para a mulher alcançar um cargo como o de presidente de um país. Me pergunto, porém, para que mulher é uma conquista alcançar tal posto? Para Dilma Rousseff obviamente, pois para nenhuma outra é uma vantagem (no máximo, talvez, para alguma escolhida para ocupar um ministério).
É sabido que há muito existe uma luta ocorrendo para que mulheres tenham a vantagem da equiparação de direitos com os homens. Nada mais justo, penso eu. Afinal, se trabalha o mesmo deve ganhar o mesmo. Isso acontece ao redor do país? Dizem as estatísticas que não. Isso deve continuar assim? Claro que não. Se existe uma falha é natural que ela deva ser corrigida. Mas, qual é a grande vantagem de se eleger uma mulher para presidente? Ou um homem?
Eleger um ou outro significa somente que aquele indivíduo tem propostas melhores no plano administrativo. Só essa razão é suficiente para se escolher um candidato. Não foi ela minha candidata, mas torço para que faça um bom governo (pois não é de bom tom torcer para que o motorista do carro durma durante a viagem). Ocorre, senhores, que esse estardalhaço que ocorre só demonstra uma incerteza muito grande, tanto por parte dos meios de comunicação, quanto pelos entrevistados, por parte da colocação de uma mulher no poder. Não vou entrar em uma argumentação se mulheres trabalham tão bem quanto homens e tal, só o fato de minha mãe ter sustentado uma casa e criado sozinha um filho já é prova suficiente para mim que mulheres são tão hábeis quanto homens em qualquer situação.
A questão é de que adianta comemorar tal “vitória” da mulher? Não significa em hipótese alguma que por ela ser mulher fará do Brasil um local melhor. O que importa no contexto em que vivemos é, tão somente, que ela faça um bom governo. Afinal, pouco importa que quem esteja no poder seja um macho, uma fêmea, um hermafrodita, ou qualquer outro tipo de aberração natural que não possua sexo. Importa que ela faça um governo descente. Senão, não faz sentido ser escolhida para presidente.
7 comentários:
O melhor de todos! Concordo plenamente com vc! O fato de termos agora uma presidente, só muda por ser um fato único até o momento para o Brasil.
É mais fácil o coletivo feminino fazer uma projeção associada na imagem da presidente do que assumir para si que se contentam em ter um "otário" para bancar, ser a coadjuvante nas relações socias e continuar repassando o senso comum machista para seus filhos.
Fazer da Dilma uma figura para a representação de um coletivo feminino é o mesmo que os cristãos acharem que suas ações são espelhadas em Cristo somente pela fé.
Gostei do texto, Chi.
Povo não aprende que "Chi" é só entre quatro paredes.
wow
nem parece q foi vc qm escreveu.
XD
enfim, belas palavras sr Chiyoko.
Ok... rs se tivessem me perguntado o que eu achava, diria simplesmente que eu não quero ser representada por uma mulher como a Dilma.
Ela não chega nem perto do que eu gostaria que me representasse, mas já que ela esta lá então que faça por merecer não só os votos femininos que ganhou, mas o de todo país.
olha, ele escreve textos sérios! ;P
Simone(é a Simone, a acriana?), foi uma exceção, e vai continuar nesse status por tempo indeterminado. =p
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