sábado, 27 de novembro de 2010

As coisas mudam, acho

Ela era tão perfeita que tinha dúvidas se peidava. Nunca pensei sequer em conversar com ela. Tinha medo da imagem que criei se desfazer. Deus, como era linda e perfeita e cheirava bem. Meus dias eram sempre melhores por simplesmente vê-la e sentia uma falta absurda quando não a via. Incrível como aquela presença meramente abstrata fazia tanta diferença na minha vida.

Não era possível que ocorresse qualquer coisa, pois eu simplesmente não queria nada, eu namorava a época. Mas, no bar, um dia, ela chegou e se sentou. Um amigo, olhou para ela e falou:

“Olha! Não é aquela sua paixão platônica?”

“Paixão platônica o que, rapá? É só uma mulher que acho bonita”,respondi.

Sem mais a conversa anterior continuou. Mas, parecia que havia algo de absurdo flutuando no ar aquele dia. A garota começou a me olhar e eu respondia aos seus olhares. Chegou um momento em que, todos os três suficientemente bêbados, meu amigo me intimou a ir lá conversar com ela.

A conversa foi boa. Acabei ficando com ela, peguei seu número de telefone e todo o resto. Passei a cumprimentar a garota pelos corredores e ficamos mais algumas vezes. Mas, aí, já não tinha a mesma graça.

3 comentários:

M.A.S.S. disse...

Odeio quando a paixão platônica se desfaz, mas não há de se esperar mt mais que isso, afinal... é platônica!

Vinicius disse...

?
amava a época.

Vinicius disse...

amava a época foi boa.