Ela era tão perfeita que tinha dúvidas se peidava. Nunca pensei sequer em conversar com ela. Tinha medo da imagem que criei se desfazer. Deus, como era linda e perfeita e cheirava bem. Meus dias eram sempre melhores por simplesmente vê-la e sentia uma falta absurda quando não a via. Incrível como aquela presença meramente abstrata fazia tanta diferença na minha vida.
Não era possível que ocorresse qualquer coisa, pois eu simplesmente não queria nada, eu namorava a época. Mas, no bar, um dia, ela chegou e se sentou. Um amigo, olhou para ela e falou:
“Olha! Não é aquela sua paixão platônica?”
“Paixão platônica o que, rapá? É só uma mulher que acho bonita”,respondi.
Sem mais a conversa anterior continuou. Mas, parecia que havia algo de absurdo flutuando no ar aquele dia. A garota começou a me olhar e eu respondia aos seus olhares. Chegou um momento em que, todos os três suficientemente bêbados, meu amigo me intimou a ir lá conversar com ela.
A conversa foi boa. Acabei ficando com ela, peguei seu número de telefone e todo o resto. Passei a cumprimentar a garota pelos corredores e ficamos mais algumas vezes. Mas, aí, já não tinha a mesma graça.
3 comentários:
Odeio quando a paixão platônica se desfaz, mas não há de se esperar mt mais que isso, afinal... é platônica!
?
amava a época.
amava a época foi boa.
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